segunda-feira, 10 de março de 2008

VAGABUNDO NÃO É FÁCIL


Se não tivesse com afta até faria, uma serenata pra
ela,
que veio cair de morar em cima da minha janela.

De cima, deitada, acordada, sentada na cama,
espantando os mosquitos, enquanto eu faço um remédio
da minha cabeça.

Misturando mel de abelha com bicarbonato de sódio, só
pra deixar a garganta em dias cobrindo sua surdez e
porque ja somos pessoas sem ódio.

E no mais, tudo na mais perfeita paz, sendo que eu
assumo isso mesmo quando se diz que já acabou, ainda
quero morrer de amor.

Vá se arranque da minha janela, assim a tomar a frente
do sol, ta pensando que tudo é futebol.

Ao menos leve uma certeza, você me deixa doído, mas só
não me deixará doido porque isso sou, isso eu já sou.

Brincando com a vida

Uma amiga uma vez me disse que eu não deveria brincar com a vida. O que tenho que fazer é deixar as coisas acontecerem e fazer aquilo que me deixa feliz.

Ok, ok. Mas não há como não brincar com a vida. Logo com ela, que me fez de joguete tantas vezes... Essa ciranda é perigosa, porém, mais uma vez, vou pagar pra ver.


Há ainda muitos tombos pela frente, o que muda é o tamanho da queda.

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Não se engane. Não sinto saudade de ninguém, não.

Diz uma lenda que essa música foi cantada por três meninas na beira de uma lagoa. Numa noite de verão, com as luzes da cidade refletidas na água, com o céu estrelado e com aquela brisa tocando seus rostos, elas cantaram. Enquanto desvendavam enigmas de ferro e ouviam, ao fundo, um triângulo e uma zabumba, aquelas três meninas, por um segundo, viram e tocaram a felicidade, descobriram que prisão é a gente quem cria... e cultiva.

Não se admire se um dia
Um beija-flor invadir
A porta de sua casa
Te der um beijo e partir
Fui eu que mandei o beijo
Pra matar meu desejo
Faz tempo que não te vejo
Ai, que saudades d'ocê


Se um dia você se lembrar
Escreva uma carta pra mim
Bote logo correio
Com frase dizendo assim
Faz tempo que não te vejo
Quero matar meu desejo
Te mando um monte de beijo
Ai, que saudades sem fim


E se quiser recordar
Aquele nosso namoro
Quando ia viajar
Oce cai no choro
E eu chorando pela estrada
Mais o que eu posso fazer
Trabalhar é minha sina
E eu gosto mesmo é d´ocê


Te desejo uma boa semana. Muita paz - sempre ela -, amor e luz.

domingo, 9 de março de 2008

Semente

Pô, ninguém gosta dessa música, mas eu me amarro nela. É bem bobinha, com certeza. Mas é tãooo bunitinha e alegre. É música pra ouvir quando tá alegre com a vida. Tipo, feliz. E gostando muito de gente também. Adoro gente. E tô procurando minha semente. haha

Elisa, você vai adorar esse post, com certeza. Lhe dedico... haha

*Todo mundo gritando comigooo:

Ahhhhhhhhhh!! : ))

Semente!!

Semente, semente, semente, semente, semente
Se não mente fale a verdade, de que árvore você
nasceu?
Semente, semente, semente, semente, semente
Se não mente fale a verdade, de que árvore você
nasceu?

De onde veio? De onde apareceu?
Por que que o meu destino é tão parecido com o seu?
Eu sou a terra, você minha semente
Na chuva a gente se entende,
é na chuva que a gente se entende.

Semente eu sei, tem gente que ainda acredita
e aposta na força da vida e busca um novo amanhecer
Lá vem o sol, e agora diga que sim
semente eu sou sua terra, semente
pode entrar em mim.

Se conseguir, aquilo que você quer
e conseguir manter a nobreza de ser quem tu é
tenha certeza que vai nascer uma planta
que a flor vai ser de esperança de amor pro
que der e vier...



*Adoroo!

quinta-feira, 6 de março de 2008

Hipótese

E se Deus é canhoto
e criou com a mão esquerda?
Isso explica, talvez, as coisas deste mundo.
*
E se o mundo parasse de girar ao redor do Sol
E passasse a girar ao redor de qq outra coisa brilhante
E esse ser aqui simplesmente passasse a fazer o que quer
E a manipulação, antes tão óbvia, não existisse mais
*
*
É só uma hipótese, mas pensa bem se tudo isso fosse verdade. Você aceitaria nenhuma explicação e apenas a minha vontade?

Mudanças

O que mais vem por aí? Tava aqui pensando... nessas mudanças que acontecem com a gente... "A gente muda sem querer, por querer, por mudar, sem viver, por ser".
Isso aqui já está virando um diário, o que faz, às vezes, eu me arrepender de ter tornado esse blog um pouco (bem pouco, aliás) conhecido. Mas, entenda, eu tenho vontade de escrever o tempo inteiro. Sejam idiotices ou não. Eu gosto. E lá vou eu mais uma vez aqui, tentando entender o que se passa.
- O que se passa? O que mais vem por aí?
- Ah, meu bem, eu não sei.
*
Não sei você, mas eu sempre vivi esperando que algo de extraordinário acontecesse. Sabe, achando que a vida é um seriado de tv. Quando eu era mais nova até pedi a Deus por isso... rss como se pode ser tão idiota? Isso também me faz lembrar a vez que chamei Deus de viado... me culpei durante anos a fio por isso, até perceber que não era algo ruim... Ai, ai... como pode?
*
A verdade é que eu mudei pra caramba. Mudei tanto que às vezes até esqueço. Sabe, eu não confundo mais Jacarepaguá com Guarapari, nem Ribeirão Preto com Bento Ribeiro, muito menos palmeira com palmilha. Eu mudei, ainda me perco pelas ruas e avenidas do Rio de Janeiro, mas hoje eu sei onde fica a Uruguaiana, a Buenos Aires, a Voluntários... e duvido que eu vá parar, por engano, em Niterói novamente.
É, certas coisas mudam mesmo. Mudei de salão, saí da academia, mudei de estágio, de computador, mudei de provedor, tirei o aparelho, perdi um pouco da paciência...
Enfim, eu mudei mesmo. Mudei pra valer.
Agora eu me confundo com outros nomes:
- Tem um menino no meu estágio que mora em Clodovil.
- Cordovil, sua burra!!
Me perco em outras ruas:
- Onde fica a Heitor Beltrão?
- Você estudou nessa rua durante 5 anos...
E, no máximo, vou parar sem querer em Bangu.
*

quarta-feira, 5 de março de 2008

Remando contra a maré



Fabiana Beltrame

1ª remadora brasileira a ir para uma olimpíada
*
O remo já foi um dos esportes mais populares do país. Vasco e Flamengo são clubes que começaram suas histórias com este esporte, que há mais ou menos 50 anos veio perdendo espaço e se tornou praticamente desconhecido.
Fabiana se tornou a primeira brasileira a participar de uma olimpíada em Atenas/2004, na categoria single skiff - é esse aí, de um lugar só - e consegui a 14ª colocação . Em 2008, ela não será a única atleta de remo brasileira em Pequim, Camila Carvalho e Luciana Granato serão as primeiras brasileiras a competirem na categoria double skiff - um barquinho parecido com esse, mas de dois lugares - em alguma olimpíada.
Fabiana nasceu em Florianópolis e começou a treinar em 1997, com 15 anos. Desde 2006, ela compete pelo Clube de Regatas Vasco da Gama, no Rio.
O remo é um esporte de tradição e de vasta história, possui muitos atletas no Brasil, porém pouco investimento. Por isso, é difícil competir com atletas de outros países, que investem de intensamente na formação de atletas, desde a infância. Aqui, quem é atleta rema contra a maré, contra uma cultura que não valoriza a formação de indivíduos, pouco preocupada com o futuro.
*
Bom, depois de muitas indas e vindas, consegui entrevistar a Fabiana e fizemos imagens fantásticas dela remando no meio da Lagoa Rodrigo de Freitas. Subimos no barquinho motorizado e fomos atrás dela, rodamos a lagoa. O dia tava lindo. Acho que posso dizer que foi um dos melhores momentos que tive até agora nessa minha labuta: a gente no meio da lagoa, rodeados pela cidade e com um céu azul quase portinari (rs), com a imensidão acima de nós. Muito bom.

terça-feira, 4 de março de 2008

Listinha para os próximos 5 anos

Então, passada a deprê e a incessante volta ao passado, vamos falar de futuro.

Aqui vai a minha listinha de coisas que quero ter nos próximos 5 anos:

- sexo
- carro
- 2 mil por mês
- corpo sarado
- relação estável
- açaí todo dia
- batedor de açaí
- brownie todo fds
- exercício físcio todo dia
- mais amor
- mais indiferença
- a mesma curtição
- amante francês
- marido italiano
- bermuda da beyoncé
- francês fluente
- inglês fluente
- casa na grécia
- emprego (sim! eu gosto de trabalhar!)
- cachorro
- cabelos sedosos
- pele sedosa
- bronzeado permanente
- muito surf
- mais comida natureba (sim! eu sou no fundo, bem lá no fundo, muito natureba!)
- e pra fechar, beijo na boca todo dia e 1 milhão de reais na poupança ouro.


Bom, até que é pouco.

domingo, 2 de março de 2008

Sobre o que eu nunca quis falar

Faz quase um ano. O dia estava lindo. Sol, calor, céu azul. Eu acordei por voltas das 9h, como sempre, com alguns berros da minha mãe. Eu não queria ir pro estágio e não fui. Por mim, na verdade, nem teria levantado da cama. Mas levantei, tomei um banho e deitei no sofá para ver tv. Lembro bem, liguei na Warner e passava Friends.
Acho que fiquei umas três horas deitada naquele sofá vendo tv. Tava eu lá com minhas idéias, pensando no meu calvário... pensando. Até que resolvi ir até meu quarto e os vi em cima da minha bancada. Quantos eram? 25, 30 talvez. Foram todos juntos, de uma só vez.
Dizer o que senti e o que sentia para tanto é impossível. Mas, afinal, quem nunca quis e quem nunca fez algo desse tipo? Eu só tive um pouco mais de coragem e, com certeza, foi o pior dia da minha vida e uma sensação que não quero sentir nunca mais.
Segundo o médico, eu era uma aberração, pois ainda estava de pé. Os espasmos, a moleza no corpo e a tontura duraram 24 horas.
Sabe, esse dia mudou minha vida, acho. Sempre que sinto que estou ficando meio triste penso nele e lembro que não vale a pena. Penso na minha saúde, na minha família, nos meus verdadeiros amigos. Como seria? Poxa, não valeria a pena. Não valeu.
Talvez isso aqui seja um desabafo, um exorcismo. É, acho que é isso. E um exemplo de que atitudes extremas em situações extremas não levam a nada, só pioram as coisas.
Nesse dia eu tive uma das maiores provas de amizade. Ele acredita que foram energias ruins que me tomaram. Acho que também acreidto nisso. Mas o que importa é que, seja lá o que for, passou. E passado, graças a Deus, não volta, sentimentos bons ou ruins não voltam e, quando a gente quer, situações não acontecem novamente.
A segunda chance, no caso, não é só para a presença. A segunda chance aqui é para a ausência de ação, para a minha ausência, para o esquecimento. Pois, cá entre nós, me fazem muito mais feliz.
É por isso que eu adoro quando me perguntam:
- Então, lilu, como c tá?
E eu posso dizer de boca cheia e com um sorrisão:
- Vou muito bem.

sobre a loucura que me persegue

Ao menos leve uma certeza, você me deixa doído, mas só
não me deixará doido porque isso sou, isso eu já sou.

sábado, 1 de março de 2008

Meus super-poderes

Eu não lembro ao certo a primeira vez que fiquei invisível. Acho que foi lá pelos 14 anos que descobri que tinha esse dom. No começo, achei legal. Eu poderia me tornar um super-herói, tipo mulher-maravilha, power rangers, mulher-gavião, flash, batman, super-shock... Pensei até em tentar uma vaga na liga da justiça. Imagina, super-lilu salvando a humanidade? Eu invadiria reuniões secretas, perseguiria bandidos e acharia cativeiros sem ser percebida. Poderia até achar o Bin Landen. Usaria meu poderes de invisilidade pra muita coisa. No início, achei que seria ótimo e fiquei muito feliz por ter descoberto meus poderes.

Mas, assim como o homem-aranha, descobri que ter super-poderes nem sempre é legal. Ainda mais quando você não possui controle sobre eles. Percebi que meus super-poderes funcionam mesmo quando eu não quero. Comprar roupa em lojas do shopping, atravessar a rua , xavecar. Sempre fico invisível nessas situações. Assim, fácil. Há situações também em que minha voz some, como se o som que minhas cordas vocais reproduzem tivesse algo mágico e também conseguisse, de certa forma, ficar imperceptível.
Sei que muitos adorariam ter os meu poderes. Mas ser um mutante - também gostaria de fazer parte do X-men - nem sempre é legal. Claro, você também pode tirar muito proveito e chegar a pensar até que vale a pena. Mas não, não vale. Eu não tenho roupa de super-herói - apesar da minha máscara vermelha e de a minha mãe ter feito uma capa pra mim no carnaval. Eu não tenho muitos fãs. E nem saio como heroína nas capas dos jornais. Tudo bem, tenho uma identidade secreta, mas não tenho uma Louis Lane e nem um Lanterna-verde como paqueras. E me sinto sempre na obrigação de ajudar uma pessoa indefesa.
Entende? "Um grande poder acarreta grandes responsabilidades”. Tenho que sempre estar antenada e não deixar que ninguém perceba meus poderes. É meio difícil e chato, às vezes. Mas se tem tanta coisa pra fazer e se preocupar que nem dá tempo de ficar encanado.
Bom, já que eu sou asism mesmo e não tem como fugir (homem-aranha 3, aprendi muito com esse filme), vou encomendar uma roupa maneira, tipo a da mulher-gavião. Afinal, usar calcinha por cima da roupa ou um maiô como super-roupa não é legal... nem fashion. Apesar que ninguém vai ver a roupa mesmo... Ah, vou conversar com aquela menina do quarteto fantástico e ver se consigo uma roupa emprestada.
Eu quero velhos panos
Cores mil
Porque pra cima de "moi"
Só confecções
Porque o corpo mesmo
Está por dentro da pele
E por uma descoberta
Eu sou nua em cima da parede a rua