Não arrumei nada.
Não tenho nenhuma mala cheia.
A cama só vai no domingo... Ou seja, vou dormir no chão hoje!
Tô sem carro.
Acho que meus pais ainda não acreditam.
Não sei por onde começar.
Minha chefe, fofa, ofereceu o carro dela pra levar minhas coisas.
O que eu farei depois de um ano?
O que farei depois da mudança?
O que eu farei hoje à noite?? hahaha
Tá batendo uma puta insegurança.
Minha mãe acha que eu não ligo pra família.
minha amiga acha que eu falo demais... É, ela tá certa.
Eu acho que vai dar tudo certo.
Não tenho caixas. Preciso de caixas!
Onde estão minhas malas??
Preciso malhar.
Não consigo me alimentar. Estou ansiosa.
Será que o dinheiro vai dar?
Será que a cachorrinha vai poder me visitar?
Será que você vai dormir comigo lá?
Perdi a peça do saulo.
Não visitei minha avó.
Minha carteira venceu.
O documento ficou na minha mochila.
Não vejo meu pai há uns três dias.
Não sei onde ele tá.
Minha avó se mudou.
Como vou levar minha bike??
Será que ela funciona?
Acho que depois de uns 2 anos eu caso.
hahahaha
Mentiiira.
Acho que depois de uns 3 anos eu caso.
Tô sozinha nessa!
Agora é comigo, mané!!
E com os amigos do peito que vão me ajudar nessa empreitada.
*
O amor é sublime, imune a problemas cotidianos ou de personalidade. O amor é a troca, o carinho, a preocupação. O amor é o olho no olho, a transparência. É ter a alma nua diante de quem se ama. É se abrir, acreditar, abraçar com todo o amor que se pode dar. É sentir isso no outro. É querer o bem. Fazer o bem. Pensar o bem. É uma ligação que parece de outra vida. É ter você nos meus atos. É lembrar de você num dia qualquer e, apesar de tudo, sorrir e pensar "foi bom". Foi bom o encontro, foi proveitoso, marcante, nem melhor, nem pior, foi importante para aquele momento, para a evolução.
Amar a si mesmo, amar o outro. Escolher para si o melhor caminho, o mais agradável, o menos turbulento, sem traumas, sem mágoas. E sempre respeitar o passado, os atos infantis, as lágrimas derramadas e, acima de tudo isso, os sorrisos, as gargalhadas, os abraços sinceros. Porque fazem parte do que você é hoje. Porque assim você vai conseguir lidar melhor com suas decepções, com suas dores.
Hoje, eu sou muito mais feliz. De um jeito que chega a me assustar. Mas não, não desrespeitarei o passado. Me lanço ao destino com a certeza da finitude dessa vida aqui e de que a eternidade existe sim, mas só para o que é bom.
Como não arriscar-se à felicidade só por medo da tristeza?... É preciso muita coragem e fé para arriscar-se ao desconhecido e pagar para ver...
O que nos falta nessa vida é coragem.
sábado, 23 de janeiro de 2010
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Malas, malas, malas
2010 cheio de coisa boa! êee assim meu coração não agueeenta!
Não sabia que eu tinha tanta roupa...
Enfim, to em ritmo de mudançaaaa!
ahhhhhh
(só mais um pouquinho)
ahhhhhhhhhhhhhhhh
Não sabia que eu tinha tanta roupa...
Enfim, to em ritmo de mudançaaaa!
ahhhhhh
(só mais um pouquinho)
ahhhhhhhhhhhhhhhh
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Eu quero o fluxo
Eu quero estalar com o dia
No maravilhamento
Do raiar rosado da manhã
Entrego meu pensamento livre `a luz
Como se fosse um imã
Na frequência natural de um xamã
Pela essência invisível de tupã
Como o orvalho madrugueiro faz brilhar o sol no jardim
Eu quero estar assim, na energia de um curumim
E viajar por todo esse azul
Eu quero o nada, eu quero é estar nu
No esplendor das manifestações naturais
Desejo mais a explosão solar
E nas ondas e as cores do mar
Te amar
Eu quero estalar com o dia
No maravilhamento
Do raiar rosado da manhã
Entrego meu pensamento livre `a luz
Como se fosse um imã
Na frequência natural de um xamã
Pela essência invisível de tupã
Como o orvalho madrugueiro faz brilhar o sol no jardim
Eu quero estar assim, na energia de um curumim
E viajar por todo esse azul
Eu quero o nada, eu quero é estar nu
No esplendor das manifestações naturais
Desejo mais a explosão solar
E nas ondas e as cores do mar
Te amar
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Sobre a loucura dos viajantes
Das coisas que eu poderia dizer nesse fim de ano e véspera da minha viagem, nada é mais importante do que essa vontade, esse vulcão no meu peito.
Saudade, amor, vontade, oxigênio. Rasga a carne. Machuca a minha pele, já rabiscada, já cheia de tinta, embalsamada. Não quero voltar.
Onde você estiver e se for possível, venha correndo, por favor.
Das alegrias que os ventos me trazem. Dos sorrisos. Dos sussurros e silêncios. Dos gritos mudos que trocamos. E que significaram muito para o mundo, para a galáxia, para a história da humanidade. Sim, significaram muito. Acredite.
Dos olhares perdidos. Das notas valiosas perdidas. Dos corações vazios perdidos. Do futuro. Os fins de ano (??) sempre trazem essa loucura, essa multidão perdida dentro do peito. Multidão de anônimos. Pessoas que terão seus rostos revelados com o passar dos dias de um ano novo que renova a vida, ou pelo menos tem essa pretensão.
Caro amigo, eu quero o novo. Ouvidos, cabelos, pele, pés, boca, mãos. Quero tudo novo. Eu quero um disco voador. Uma aeronave. Quero a loucura das pessoas felizes. A lucidez dos apaixonados. A burrice dos gênios. Quero um cachorro-unicórnio.
Baby, a história é a mesma. Eu te amo. E você ainda precisa saber de tudo aquilo lá que rola naquela música. Ouvir aquela canção do robertão. Me ver de perto, de pertinho. E ser feliz. Eternamente.
Saudade, amor, vontade, oxigênio. Rasga a carne. Machuca a minha pele, já rabiscada, já cheia de tinta, embalsamada. Não quero voltar.
Onde você estiver e se for possível, venha correndo, por favor.
Das alegrias que os ventos me trazem. Dos sorrisos. Dos sussurros e silêncios. Dos gritos mudos que trocamos. E que significaram muito para o mundo, para a galáxia, para a história da humanidade. Sim, significaram muito. Acredite.
Dos olhares perdidos. Das notas valiosas perdidas. Dos corações vazios perdidos. Do futuro. Os fins de ano (??) sempre trazem essa loucura, essa multidão perdida dentro do peito. Multidão de anônimos. Pessoas que terão seus rostos revelados com o passar dos dias de um ano novo que renova a vida, ou pelo menos tem essa pretensão.
Caro amigo, eu quero o novo. Ouvidos, cabelos, pele, pés, boca, mãos. Quero tudo novo. Eu quero um disco voador. Uma aeronave. Quero a loucura das pessoas felizes. A lucidez dos apaixonados. A burrice dos gênios. Quero um cachorro-unicórnio.
Baby, a história é a mesma. Eu te amo. E você ainda precisa saber de tudo aquilo lá que rola naquela música. Ouvir aquela canção do robertão. Me ver de perto, de pertinho. E ser feliz. Eternamente.
domingo, 13 de dezembro de 2009
É um mar
O que nos separa
Dos olhos turvos
Às mãos vibrantes
Da pele manchada
Às unhas mastigadas pela ansiedade
Ansiedade de viver
O tempo é curto
Para se ter tudo que quer
Escolheu o mundo como abrigo
Permitiu que o vento trouxesse
E levasse
Tudo o que tinha que ser
E o amor?
Escolheu como horizonte.
O que move teus braços?
Tua perna trêmula?
O que move teu coração?
Se teu perfume é o mesmo
Se a voz é a mesma
Se as roupas são mesmas
O que difere você do mundo?
Se não a vontade de viver,
A falta da eternidade.
O que nos separa
Dos olhos turvos
Às mãos vibrantes
Da pele manchada
Às unhas mastigadas pela ansiedade
Ansiedade de viver
O tempo é curto
Para se ter tudo que quer
Escolheu o mundo como abrigo
Permitiu que o vento trouxesse
E levasse
Tudo o que tinha que ser
E o amor?
Escolheu como horizonte.
O que move teus braços?
Tua perna trêmula?
O que move teu coração?
Se teu perfume é o mesmo
Se a voz é a mesma
Se as roupas são mesmas
O que difere você do mundo?
Se não a vontade de viver,
A falta da eternidade.
"Caminhos que vem e vão
Caminhos não são em vão
Caminhos não importa onde vão
Se seguir meu coração
Por todos os caminhos
Nenhuma certeza
Só a beleza de ser...
Preciso de carinho
Sei que não estou sozinho
Posso contar com você?
No vão da estrada, em outra estrada
Procurei com fervor*
Em quase tudo, quase nada
Procurei fugir da dor
O carro novo, a casa nova
Não resolvem essa parada
No buraco... brequei no samba
Eu já subi tanta ladeira,
Também fiz tanta besteira
Mas contigo, meu amigo, vou seguir...
Ah, eu não tô sozinho aqui
Tem vocês perto de mim
Tanta flor no meu jardim
Tenho a beleza de existir
De sentir, chorar e rir
Só de ouvir teu coração..."
Caminhos não são em vão
Caminhos não importa onde vão
Se seguir meu coração
Por todos os caminhos
Nenhuma certeza
Só a beleza de ser...
Preciso de carinho
Sei que não estou sozinho
Posso contar com você?
No vão da estrada, em outra estrada
Procurei com fervor*
Em quase tudo, quase nada
Procurei fugir da dor
O carro novo, a casa nova
Não resolvem essa parada
No buraco... brequei no samba
Eu já subi tanta ladeira,
Também fiz tanta besteira
Mas contigo, meu amigo, vou seguir...
Ah, eu não tô sozinho aqui
Tem vocês perto de mim
Tanta flor no meu jardim
Tenho a beleza de existir
De sentir, chorar e rir
Só de ouvir teu coração..."
domingo, 20 de setembro de 2009
Distância?
Que distância?
Tem gente que está aí, ó
E parece que vive em outro planeta
com outras pessoas,
outros costumes,
outro idioma,
outra vida.
Distância?
Que distância?
Se para estar perto basta o pensamento
e o amor
e o ressentimento
e a mágoa
e a lembrança
e a saudade absurda de tão presente
Distância?
Claro, a distância
Que existe
Que precisa existir
A liberdade é um terreno fértil
para o cultivo das idéias loucas
que ajudam cada um a evoluir
a se diferenciar
* perdeu-se o fio da meada... e o risco de cair no piegas obrigou a autora desses versos a se abster do final.
Tem gente que está aí, ó
E parece que vive em outro planeta
com outras pessoas,
outros costumes,
outro idioma,
outra vida.
Distância?
Que distância?
Se para estar perto basta o pensamento
e o amor
e o ressentimento
e a mágoa
e a lembrança
e a saudade absurda de tão presente
Distância?
Claro, a distância
Que existe
Que precisa existir
A liberdade é um terreno fértil
para o cultivo das idéias loucas
que ajudam cada um a evoluir
a se diferenciar
* perdeu-se o fio da meada... e o risco de cair no piegas obrigou a autora desses versos a se abster do final.
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